Posted
9:53 AM
by ISABELLE SOARES
Exposição fotográfica Imagens & Versos
de Isabelle Neri
no Bella Gulla Grill.
* (Av. Sete de Setembro, 3815, loja 12).
Mais informações: (41) 3029-6547*
17 de julho a 21 de agosto
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poesia e imagem
indissolúveis em mim
o artesanal abre as portas para a nostalgia
um outro tempo hoje
com ares de ontem
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12:20 PM
by ISABELLE SOARES
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pausa para o café
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12:17 PM
by ISABELLE SOARES
tempos
passado e presente
em distintas calçadas
tua mão quente
me conta, em sintonia,
o sabor de nosso sonhos
nós em futuro
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8:21 AM
by ISABELLE SOARES
"Sou apenas um homem de teatro. Sempre fui e sempre serei um homem de teatro. Quem é capaz de dedicar toda a sua vida à humanidade e à paixão existentes nestes metros de tablado, esse é um homem de teatro."
Paulo Autran
Posted
8:55 AM
by ISABELLE SOARES
Frida Kahlo, um bonde chamado Dor
“Não necessito de roupas nem auréolas… não necessito de saúde em minhas pernas…
Tenho asas para empreender o vôo…
Pés… para que os quero se tenho asas para voar…”
Frida Kahlo
A vida da artista plástica mexicana Frida Kahlo é retratada no monólogo “Frida Kahlo, Viva a Vida”, que está sendo apresentado na Casa de Artes Helena Kolody, em Curitiba. O texto do dramaturgo mexicano Humberto Robles recebeu o Prêmio de Melhor Revelação Dramática pela Asociación de Periodistas Teatrales (APT) no México. A peça já foi encenada no México, Chicago, Uruguai, Porto Rico, Espanha e será encenada pela primeira vez no Brasil pela Companhia Teatral Tirso, com tradução e direção de Luis Benkard, atuação de Isabelle Neri e produção de Patricia Goulart.
A ação se passa no “Dia de Los Muertos”, data em que o México realiza oferendas aos mortos em ritmo de festa. No México, acredita-se que, neste dia, os mortos retornam para festejar “o seu dia”, acompanhados da Catrina, conhecida como a Senhora da Morte. A Catrina é um elemento burlesco à morte gélida e inválida, uma sátira a temerosa morte. Caveiras decoradas com roupas e jóias mostram essa fragilidade da vida, mesmo morta, a senhora Catrina seca e esturricada, volta para bailar e exibir sua vaidade. Aos vivos resta celebrar a morte, convidando-a para entrar em sua casa, para comer e beber à vontade. No México, verdadeiras ceias são feitas nos cemitérios sobre o túmulo de entes queridos.
Na peça, Frida Kahlo retorna e relembra sua vida: sua relação amorosa com o muralista mexicano Diego Rivera, o acidente trágico com o bonde que prejudicou sua coluna e sua perna, o envolvimento com Trotski, e tantas outras situações que marcaram a vida da artista. “Frida Kahlo, Viva a Vida” expõe o lado autêntico da artista, que mesmo com acontecimentos trágicos tinha a força e a alegria de viver, por sentir os prazeres da vida.
Em um cenário que representa uma casa qualquer no México e que apesar de sua simplicidade, tem como de costume, construído em seu interior um altar para os mortos, Frida faz sua aparição e apropria-se desta casa e deste altar, serve-se da bebida dedicada aos mortos e leva a platéia consigo em uma viagem surrealista. Essa casa simples torna-se também o seu estúdio, ou sua cozinha ou até mesmo o Museu do Louvre em Paris, como numa pintura surreal que sem obedecer a coerência de tempo e espaço faz da ação uma tela viva das alegrias, sofrimentos e lembranças da artista que agora transita livremente entre esse universo dos mortos e dos vivos. Esse universo atados por um cordão tão singelo.
O diretor Luis Benkard realizou um trabalho de pesquisa na Cidade do México e permaneceu hospedado no bairro de Coyoacán, próximo da Casa Azul onde Frida Kahlo nasceu e morreu. Benkard pesquisou a vida da artista, acompanhou e documentou, através de fotografias, a preparação e a comemoração do “Dia de Los Muertos”, visitou a Casa Azul (casa de Frida Kahlo) e os ateliês da artista e do marido Diego Rivera, ao lado do autor do texto, Humberto Robles. Luis Benkard mora em Londres e veio ao Brasil somente para dirigir o espetáculo e escolheu Curitiba como cidade para estréia nacional. A peça também será montada na Inglaterra, pelo mesmo diretor.
EQUIPE TÉCNICA
Direção: Luis Benkard
Atriz: Isabelle Neri
Assistente de Direção: Adolfo Pimentel
Direção de Produção: Patrícia Goulart
Cenário: Emerson Rechenberg
Figurinos: Amabilis de Jesus
Iluminação: Sandro Glodzinski
Maquiagem: Juliane Friedrich
Sonoplastia: Henrique Bergamo
Design e Assessoria de Imprensa: Isabelle Neri
Fotografia: Cadu Silvério